Estação Plural

O Estação Plural é um programa de entrevistas e debates. Conta com três participantes fixos, todos ligados ao universo LGBT: a cantora e compositora Ellen Oléria, o jornalista Fernando Oliveira (Fefito) e a integrante da banda Uó, Mel Gonçalves.

Toda semana eles receberão um convidado para tratar de pautas de comportamento. O objetivo das conversas é construir um debate rico e plural, a partir de óticas singulares.

A atração também apresenta no fim de cada episódio algum tema ligado ao universo LGBT, mas de interesse ou curiosidade do público em geral.

Horário: Sexta às 23h00 na TV BRASIL (para saber qual o canal da TV Brasil na sua cidade, clique AQUI)

A mídia não é isenta, aceite

Acompanhe o raciocínio comigo!

Saiu no Estadão impresso uma matéria chamada Dívida do País deve chegar a 70% do PIB em 2016, diz economista, o título me chamou atenção e fui ler o texto, que infelizmente, não está disponível no site do Estadão mas que reproduzo parte aqui. Veja alguns trechos da matéria que tem como fonte Mansueto Almeida.

"A maior parte da alta nas despesas de custeio do governo federal no primeiro semestre se deve ao pagamento atrasado de programas e subsídios deixados do primeiro governo Dilma para a atual administração, disse ontem o economista Mansueto Almeida, especialista em finanças públicas, após mostrar dados sobre as contas do governo no primeiro semestre" ...
"Para ele, o “grau de investimento” do País junto às agências classificadoras de risco segue ameaçado. “A nova equipe econômica e a nova presidente encontraram a conta que a velha presidente deixou”, ironizou Mansueto

… e seguem mais análises de Mansueto

"Para Mansueto, a regularização dos pagamentos atrasados, incluindo os que foram objeto de '‘pedaladas fiscais”, deve levar os quatro anos de governo." ... "O resultado, nas contas do economista, é que o Brasil caminha para que a dívida pública bruta atinja 70% do PIB “já no fim do próximo ano ou em meados de 2017”;

Lendo o texto qualquer pessoa vai ficar chocada com os rumos da economia. Um economista, um especialista em finanças públicas, um homem isento, como mostra a matéria, está dizendo isso, que choque!

Agora vamos conhecer quem é Mansueto segundo matérias do próprio Estadão, Veja trecho de matéria de 2014 disponível no site:

 O economista Mansueto Almeida, um dos assessores econômicos do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que o resultado da pesquisa Datafolha, que apontou Marina Silva (PSB) empatada tecnicamente com Aécio, "mostra um cenário eleitoral muito mais competitivo".

Atenção!!! Não estou dizendo que Mansueto está errado em suas análises, não entendo de economia.

Essa publicação é para mostrar a manipulação do ESTADÃO! Como um jornal pode utilizar como fonte para falar de economia um  membro da equipe de um político que perdeu justamente para a presidente criticada pelo economista? O mínimo que o jornal deveria fazer é além de citar Mansueto como especialista em finanças públicas também citar o ex trabalho dele na equipe de Aécio. Só que eles não fazem isso, eles fingem isenção, eles dão voz a uma pessoa que CLARAMENTE é crítica à presidência  mas tratam como se fosse isento, como se fosse um técnico. É como chamar o meu pai para minha entrevista de emprego, claro que ele vai votar para eu ser contratada!

Saibam, nas redações as listas de fontes costumam ter  observações tipo “ciclano, agronomista, PS: defende o agronegocio” ou “beltrana, cientista política. PS: é contra o PSDB”.

Muitas vezes os jornalistas escrevem uma tese ideológica e metem aspas de especialistas para justificar a ideia dos próprios veículos de comunicação. Eles já vão atrás de fontes que darão exatamente a resposta que eles querem.

O JORNALISMO NÃO É ISENTO, NUNCA SERÁ. A melhor forma de se informar será sempre lendo veículos de um “lado e do outro”, com cuidado também para não ler armações como Veja, essa revista não é opção para ninguém, aquilo nem é jornalismo é bandidagem mesmo.

Se quer ler algo à direita, leia o Estadão de mesmo, ao menos o veículo é como o Nelson Rubens “aumenta mas não inventa”.

Democratização ou censura?

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Por IGOR BARROS

Bastante falada, mas pouco discutida, a regulação da mídia volta a ganhar força no segundo mandato de Dilma

Um dos temas mais reivindicados pelas organizações civis, a democratização da comunicação é pouco abordada pela grande mídia no país. Segundo os grupos, os empresários do setor querem garantir os seus privilégios, e para isso confundem proporcionalmente a população.

Pressionada pelo PT durante campanha de reeleição, Dilma Rousseff prometeu consulta pública sobre a regulação da mídia ainda no segundo semestre desse ano. De acordo com a presidente, a ideia é incentivar a regulação econômica das mídias eletrônicas e impressas, sem controlar o conteúdo. Os grupos que defendem a regulação dizem que o projeto aumentaria a democratização do setor.

Segundo o secretário executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) Pedro Vilela, a mídia é fundamental para a saúde da democracia. De acordo com ele, os direitos à comunicação e à liberdade de expressão não estão plenamente garantidos nas normas vigentes. Atualmente, a principal referência legal para a mídia é o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, atualizado pela Lei Geral de Telecomunicações, em 1997.

“Que existem leis que regulam a comunicação no Brasil isso é fato, mas são leis desatualizadas. O que nós dos movimentos sociais buscamos é um marco regulatório atualizado e que garanta uma pluralidade de ideias”, explica.

Ainda segundo Vilela, a presidente Dilma tentou se esquivar das armadilhas da imprensa quando negou o controle de conteúdo. Ele diz que a regulação de conteúdo existe, é um conceito, está correta e ainda por cima prevista na Constituição Federal.

“Cotas para programação regional independente, no máximo 25% da grade de programação das emissoras pode se de publicidade e propaganda, direito de resposta nos veículos de comunicação, tudo isso é configura regulação de conteúdo”, afirma.

Ao todo existem hoje no Brasil mais de 650 normas, portarias, decretos ou leis que regulamentam o setor de comunicação social. Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Murilo Ramos, o fato de existir tais regulamentações não garante de fato uma democratização no setor. Para ele, o que se tem é uma fragmentação política e uma dispersão normativa. “O que nós temos hoje é uma bagunça, e quando uma bagunça prospera acaba que quem tem mais poder aquisitivo manda. Precisamos urgente de uma legislação mais consistente”, afirma o professor.

Censura prévia

Para o historiador, jornalista e professor da Universidade Católica de Brasília, Hugo Studart, a promessa da presidente sobre regulação é uma falácia. Segundo ele, os socialistas estão no poder há 21 anos, desde o governo FHC, mas nunca deram um passo no sentido de democratizar de fato a comunicação pública. Pelo contrário, durante o seu mandato, o então presidente Lula concentrou mais de cem emissoras de televisões pública em um único canal, que hoje é a EBC.

O controle social da mídia é apontado por críticos como um exemplo de que o governo teria a intenção de censurar a mídia. Para o professor, esse controle que é pedido pelos movimentos sociais se caracteriza em censura prévia. Para ele, o controle social da mídia chama-se justiça, que é o equilíbrio entre o direito à liberdade de expressão e o direito à privacidade, à imagem e aos danos morais.

“A mídia já é regulamentada, o que os ditos movimentos sociais querem é que os conteúdos passem por um grupo da sociedade civil, ou seja, querem a volta da censura assim como era durante o regime militar”, afirma Studart.

Lei Popular

Aproveitando-se da promessa de campanha sobre a regulação econômica da mídia feita pela presidente Dilma, abrindo a possibilidade da criação de um novo marco regulatório para o setor, o FNDC criou o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática. A ideia é que o movimento se aproprie dessa proposta para defendê-la no debate público prometido pela presidente. Para redigir a proposta de lei, os autores se inspiraram em legislações discutidas e aprovadas democraticamente em diferentes partes do mundo. Entre os principais pontos da proposta estão:

– Impedir a formação de monopólio e oligopólios

– Criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação. (No caso o conselho seria formado por uma representatividade da sociedade civil, dos empresários, dos trabalhadores ligados a comunicação e de representantes do governo).

– Veto à propriedade de emissoras de rádio e TV por políticos.

– Proibição do aluguel de espaços da grade de programação. (Aluguel para grupos religiosos, por exemplo).

– A proposta dá aos órgãos regulatórios poderes para fiscalizar emissoras com poder significativo de mercado.

– As emissoras filiadas deverão ocupar, no mínimo, 30% de sua grade com produção cultural, artística e jornalística regional. Para as emissoras com outorga local, a programação regional deve ocupar pelo menos 70% de sua grade.

 

A partir de amanhã google irá ranquear melhor os sites amigáveis a celulares e tablets

Hub Brasília

hubcel
Há alguns dias o Google anunciou que, a partir de 21 de abril, fará significativas alterações ao seu algoritmo para melhorar a experiência de pessoas que acessam a Internet a partir de dispositivos móveis, como celulares e tablets. Isso vai afetar os resultados da pesquisa, e aqueles sites que não forem responsivos, ou seja, se ajustarem a qualquer resolução existente, aumentando significativamente a acessibilidade, ficarão mais atrás nas pesquisas feitas no buscador.

O Google justificou esta ação pela necessidade de adaptar seu algoritmos aos novos padrões de utilização, pois é cada dia maior o acesso à Internet através de dispositivos móveis. Se o seu site não tem um design amigável para qualquer dispositivo móvel, sinto informar que você está em apuros e pode perder posições no buscador Google.

Como saber se o site é fácil de navegar a partir de dispositivos móveis?

Verifique neste link: http://bit.ly/1EVi9R3

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Querem tirar a interatividade da TV Digital brasileira. Vamos dizer não! #InteratividadeSIM

Hub Brasília

tv_digital

No dia 29 de abril, em Brasília, o GIRED (Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição eDigitalização de Canais de TV e RTV) irá definir o modelo dos conversores digitais que serão distribuídos para aos 14 milhões de família beneficiárias do programa Bolsa Família. Essa decisão pode acabar com o futuro da interatividade e da multiprogramação para TV digital no Brasil. Isso porque as empresas de radiodifusão e de telefonia querem escolher de uma caixa de conversão mais barata, deixando de fora o grande diferencial da TV digital desenvolvida no Brasil: o uso da interatividade gratuita através do controle remoto e a multiprogramação. Essas características da TV Digital brasileira podem ajudar a incluir, via aparelho de televisão, cerca de 60 milhões de brasileiros de baixa renda que não tem acesso a internet, mas possuem um aparelho de TV e sabem usar o controle remoto.

Quais as vantagens da interatividade…

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Conteúdo Digital na América Latina

Por que não olhamos mais para o que é produzido na América Latina?
Está acontecendo agora o 1º Seminário do Observatório Latino-americano de Indústria de Conteúdos Digitais – OLAICD que conta com a presença de pesquisadores brasileiros e internacionais.
Haverá apresentação de artigos sobre uso social de smartphones, política e redes sociais digitais, design para TV digital interativa, inclusão digital, regulação das comunicações, entre outros.
Quem quiser acompanhar só clicar no link abaixo. A transmissão é AO VIVO.

http://video.rnp.br/portal/transmission.action?idItem=23700

Aloizio Mercadante: Como crescer com inclusão social

Aloizio Mercadante

Aloizio Mercadante

Estamos prontos para um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado pela agricultura, pela indústria, pelos serviços, por avanços na educação e pela riqueza do pré-sal

ALOIZIO MERCADANTE

O Brasil criou as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. Nos últimos 12 anos, passamos a ser uma sociedade mais próspera e justa. Elegemos o social como eixo estratégico do desenvolvimento econômico, sustentado por inovadoras políticas de transferência de renda, ampliação maciça do emprego, aumento real dos salários e diversas políticas de inclusão social.

O novo padrão de desenvolvimento que estamos construindo mostrou que é possível conciliar crescimento com inclusão social. E também que a construção de um vigoroso mercado interno de consumo de massa abriu novas possibilidades de investimento para as empresas, além de ser decisivo para amortecer o impacto da crise internacional.

O Brasil se tornou não apenas referência mundial no combate à desigualdade, à miséria e à fome, como tem sido um dos países mais bem-sucedidos no enfrentamento da atual crise, a maior desde 1929. Diante dela, preservamos a estabilidade macroeconômica. Optamos por uma política econômica em favor do crescimento e da geração de mais de 12 milhões de novos empregos. Paralelamente, acumulamos US$ 376 bilhões de reservas cambiais e reduzimos a dívida pública líquida de 60% do PIB para 35% do PIB.

A política econômica ortodoxa do governo anterior produziu baixo crescimento, altas taxas de desemprego e mais desigualdade social. Desde então, já crescemos 46% em relação a 2002, e o PIB per capita aumentou 29,6%. De 2003 a 2013, a produção anual de veículos passou de 1,6 milhão para 3,7 milhões de unidades; o número de passageiros de avião passou de 36 milhões para 109 milhões; e a safra agrícola, que era de 123 milhões de toneladas, deve atingir 195 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil saltou da 13a para a sétima posição na economia mundial.

No mesmo período, reduzimos a taxa de desemprego para os atuais 5%, a menor taxa da série histórica; o salário mínimo cresceu 71,5%; e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, retiraram o Brasil do Mapa da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Quando começamos a governar, tivemos de enfrentar a fragilidade das contas externas e das contas públicas, além de enormes gargalos em infraestrutura.

Retomamos a capacidade do Estado de planejar, investir e regular o setor de infraestrutura. São exemplos disso o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o fortalecimento dos bancos públicos, em especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Em 2012, lançamos um ousado plano de concessão que abarca portos, aeroportos, rodovias e ferrovias.

Nos transportes, adotamos um novo modelo de concessão e investimentos no setor ferroviário e aprovamos um novo marco regulatório dos portos. Só no governo Dilma, foram concedidos ao setor privado quase 5.000 quilômetros de rodovias, com um novo padrão que reúne mais investimentos, qualidade do serviço e tarifas justas. Desde 2007, foram concluídos quase 2.000 quilômetros de novas ferrovias, metade deles no governo Dilma. Em portos, serão investidos R$ 25 bilhões. A concessão de aeroportos permitiu uma expansão de capacidade de 69 milhões de passageiros por ano, com investimentos da ordem de R$ 26 bilhões.

No setor energético, reorganizamos a geração e a transmissão de energia elétrica. Na atual estiagem, não falta energia, graças à ampliação de nossa capacidade de geração, em 48,8 gigawatts, e de transmissão de energia, com mais 47.600 quilômetros de novas linhas de transmissão.

Na infraestrutura social, o programa Minha Casa Minha Vida já entregou e contratou 3,7 milhões de unidades habitacionais. Na mobilidade urbana, estamos investindo R$ 143 bilhões em metrôs, BRTs, VLTs e corredores de ônibus.

Impulsionamos o setor produtivo, por meio de políticas de crédito, apoio à inovação, desonerações, simplificação tributária e compras públicas com exigência de conteúdo local. Enfraquecer os bancos públicos, neste cenário de crise internacional, desarmaria nossa indústria para uma competição com países que adotam políticas industriais ativas.

Também demos prioridade ao investimento em educação. O orçamento do Ministério da Educação triplicou. Passou de R$ 35,3 bilhões, em 2002, para R$ 118 bilhões, em 2014. Também vinculamos os recursos dos royalties do petróleo, incluindo o pré-sal, à educação. Nossas ações estendem-se da creche à pós-graduação. Basta lembrar a expansão das universidades federais e das escolas técnicas, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Prouni (Programa Universidade para Todos) e o Fies (Programa de Financiamento Estudantil), além do Ciência sem Fronteiras e do enorme sucesso do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), com mais de 8 milhões de matrículas em cursos profissionalizantes.

Esses indicadores mostram que, apesar de nossas dificuldades e de ajustes necessários, estamos prontos para um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado pela força da nossa agricultura, pela diversidade da nossa indústria e de nossos serviços, pelos avanços na educação e pela riqueza do pré-sal. Não podemos retroceder.

Publicado na revista Época em 18/10/14. Link: http://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/noticia/2014/10/como-crescer-com-binclusao-socialb.html